Mesmo com Jundiaí no ranking do Trata Brasil, DAE reforça planejamento para o futuro do abastecimento

Publicada em

Jundiaí permanece entre os municípios com melhores índices de saneamento do país, segundo o Ranking do Saneamento divulgado nesta quarta-feira (18), com base em dados de 2024. No recorte de cidades com até 500 mil habitantes, o município aparece na 11ª colocação nacional e na 5ª posição no Estado de São Paulo. Já entre os 100 municípios mais populosos do Brasil, ocupa o 20º lugar.

Apesar do desempenho, a leitura dos dados tem sido feita com cautela, especialmente diante das mudanças metodológicas adotadas pelo SINISA (Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico), que passaram a considerar apenas domicílios efetivamente conectados às redes públicas, com critérios mais rigorosos.

Os números mostram que Jundiaí registra 98,57% de atendimento com rede de água e 96,56% com coleta de esgoto – índices próximos das metas estabelecidas pelo Novo Marco Legal do Saneamento. Ainda assim, o cenário acende um sinal de atenção.

Com o crescimento da cidade e o avanço urbano em novas regiões, o desafio deixa de ser apenas manter bons indicadores e passa a exigir planejamento contínuo para garantir o abastecimento e a coleta no longo prazo.

“Mais do que manter bons índices, nosso foco é preparar Jundiaí para o futuro. A cidade cresceu, novas demandas surgiram, e precisamos garantir que o sistema acompanhe esse ritmo, com planejamento e investimentos que assegurem o abastecimento e a qualidade dos serviços para a população”, afirma o diretor-presidente da DAE, Daniel Bocalão Júnior.

Investimentos em andamento

Entre as ações em andamento estão obras de ampliação da rede de esgoto em bairros como Poste, Traviú e Vale do Cebrantes, além de intervenções no sistema de abastecimento, como a construção de uma nova adutora no Castanho e um reservatório no Jardim Planalto, com capacidade de cinco milhões de litros.

A empresa também aposta em modernização e eficiência operacional, como a implantação de uma usina fotovoltaica, que deve contribuir para a redução de custos e maior sustentabilidade do sistema.