No Dia do Rio Jundiaí, DAE destaca trajetória de recuperação do manancial durante encontro dos Comitês PCJ

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De um rio fortemente impactado pela poluição a um marco nacional de recuperação ambiental. A transformação do Rio Jundiaí, construída ao longo de décadas de investimentos em saneamento e ações integradas entre municípios e instituições, foi tema de um encontro realizado nesta quarta-feira (23), data em que é celebrado o Dia do Rio Jundiaí.

A DAE Jundiaí sediou o 7º encontro “Conversando sobre o Rio Jundiaí – Ele passa por aqui”, promovido pela Câmara Técnica de Outorgas e Licenças (CT-OL) dos Comitês PCJ e pelo Grupo de Trabalho de Enquadramento dos Corpos d’Água. O evento reuniu representantes de órgãos públicos, empresas de saneamento, estudantes e instituições ligadas à gestão dos recursos hídricos para discutir os avanços alcançados e os próximos desafios para a preservação do manancial.

Um dos principais marcos dessa trajetória foi a reclassificação do Rio Jundiaí de Classe 4 para Classe 3, formalizada em 2017. O rio se tornou o primeiro curso d’água do Brasil a ter todo o seu trecho reenquadrado, resultado de mais de três décadas de planejamento, investimentos em saneamento e ações voltadas à despoluição.

Em Jundiaí, esse processo começou a ganhar força em 1984, com o trabalho desenvolvido pelo Comitê de Estudos e Recuperação do Rio Jundiaí (CERJU). Anos depois, em 1996, a DAE concedeu o tratamento de esgoto à Companhia Saneamento de Jundiaí (CSJ), responsável pela implantação e operação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Jundiaí. O avanço da infraestrutura de saneamento contribuiu diretamente para a melhoria das condições do rio e para o processo que resultou em seu reenquadramento.

Para o diretor-presidente da DAE Jundiaí, Daniel Bocalão, a recuperação do manancial mostra a importância da continuidade dos investimentos e da atuação conjunta entre diferentes instituições.

“A recuperação do Rio Jundiaí é resultado de um trabalho construído ao longo de décadas e que envolve diferentes instituições. A DAE tem participação importante nessa trajetória, principalmente por meio dos investimentos em saneamento. Sediar este encontro justamente no Dia do Rio Jundiaí é uma oportunidade de reconhecer o que já avançamos e, principalmente, discutir o que ainda precisamos fazer para preservar essa conquista para as próximas gerações”, afirma.

Debate sobre o futuro do rio

Durante a programação, especialistas e representantes das instituições participantes discutiram a ocupação histórica do território, o acompanhamento das metas relacionadas ao enquadramento dos corpos d’água e as iniciativas desenvolvidas na bacia hidrográfica.

O encontro também contou com uma roda de conversa dedicada à situação atual e às perspectivas para o Rio Jundiaí, reforçando a necessidade do monitoramento permanente dos indicadores e da integração entre municípios, órgãos ambientais, empresas de saneamento e demais setores envolvidos na gestão da bacia.

A edição integra a agenda permanente dos Comitês PCJ de acompanhamento e discussão sobre o Rio Jundiaí, com foco na manutenção dos avanços conquistados e na preservação da qualidade do manancial ao longo dos próximos anos.